As populações das freguesias de Capeludos de Aguiar e do Bragado já foram informadas sobre o projecto de exploração mineira que a empresa Mota Ceramic Solutions pretende desenvolver na aldeia de Adagoi, no concelho de Vila Pouca de Aguiar.
Na passada sexta-feira, a empresa promoveu uma sessão de esclarecimento junto da comunidade local com o objetivo de apresentar os contornos do projecto e responder às dúvidas dos habitantes.
Apesar dos esclarecimentos prestados, alguns moradores manifestaram preocupação com os possíveis impactos ambientais da exploração, nomeadamente no que diz respeito à qualidade da água.
A apreensão prende-se sobretudo com o receio de contaminação dos recursos hídricos e de danos irreversíveis nos ecossistemas locais. De acordo com a empresa, o projecto prevê a exploração de quartzo, feldspato e espodumena, um mineral que contém lítio, matéria-prima considerada estratégica para a transição energética.
O processo está a ser acompanhado pela Câmara Municipal de Vila Pouca de Aguiar e pelas Juntas de Freguesia de Capeludos de Aguiar e do Bragado, que asseguram estar a acompanhar a situação dentro das suas competência.
Entretanto, já foi lançada na Internet uma petição pública contra o projecto de exploração de lítio em Adagoi, que tem vindo a recolher assinaturas e a mobilizar a oposição de cidadãos preocupados com os impactos ambientais da iniciativa.
O projecto encontra-se ainda em fase de avaliação, sendo expectável que continue a gerar debate na comunidade local nos próximos meses.
