Na primeira reunião do novo executivo da Câmara Municipal de Vila Pouca de Aguiar, os vereadores do Partido Socialista (PS) e do Movimento Aguiarense Independente (MAI) chumbaram os cinco pontos relativos à delegação de competências da autarquia na presidente, Ana Rita Dias, eleita pelo Partido Social Democrata (PSD).
A decisão gerou preocupação por parte da autarca social-democrata, que, através das redes sociais, lamentou o resultado da votação. Ana Rita Dias afirmou que “os interesses dos aguiarenses não estão em primeiro lugar para todas as forças políticas” e acusou a oposição de querer “bloquear a atividade municipal corrente”.
Segundo a presidente, a reprovação da proposta terá “consequências imediatas” na gestão da autarquia, nomeadamente “atrasos na contratação de serviços e aquisição de bens essenciais”, “dificuldades na gestão corrente de obras” e “limitação da capacidade de resposta a situações urgentes, como intervenções em infraestruturas, apoio social ou medidas de proteção civil”. A autarca alertou ainda para possíveis “prejuízos na execução de projetos financiados” e “atrasos na emissão de documentos essenciais para os munícipes”.
Por seu lado, os vereadores do PS justificaram o voto contra, afirmando que, não existindo maioria absoluta, “as decisões importantes devem ser tomadas em conjunto pelo executivo, garantindo transparência, equilíbrio, rigor e democracia”. Em nota publicada nas redes sociais, o PS acrescenta que esta é “uma prática comum em municípios sem maioria absoluta, permitindo que o trabalho da Câmara seja feito com diálogo, cooperação e responsabilidade partilhada”.
Também o vereador José Diegas, eleito pelo MAI, defendeu a decisão, sublinhando que “os aguiarenses foram claros: não quiseram dar uma maioria absoluta a ninguém”. Na mesma publicação, acrescentou que o novo mandato deve pautar-se por “diálogo, transparência e cooperação em prol do concelho, em detrimento do autoritarismo”.
O executivo municipal é composto por sete membros: a presidente Ana Rita Dias e dois vereadores do PSD, José Luís Teixeira e Diogo Fernandes; três vereadores do PS, Manuel Borges Machado, Sofia Guedes e Pedro Crespo; e José Diegas, do MAI.